terça-feira, 14 de outubro de 2014

Aos Mestres

Dia do professor, contudo, um simples parabéns ou presentinho seria muito pouco para estes profissionais que dedicam seu trabalho a cuidar de nossos filhos e, outrora, de nós mesmos.

Profissionais que, desde sempre, toleram: “Você trabalha ou só dá aulas?”, “Professoras não ganham mal, só são mal casadas”, “Não tenho culpa que o tênis que meu filho usa vale mais que seu salário”, “Você me deu nota baixa”, “Se meu filho não aprendeu, é porque você não soube ensinar”, “Meu filho não faz bagunça, você é que não sabe controlar uma sala”, etc, etc, etc.

Não, esses profissionais não merecem nossas felicitações, merecem nosso respeito, nossa gratidão. Se hoje escrevo esse texto e você o lê, é porque houve um professor dedicado em nossas vidas. Se hoje você é um doutor, intelectual, ou profissional de qualquer ordem, é porque houve um professor que de alguma forma, direta ou indiretamente, lhe direcionou e o orientou qual caminho seguir. Se hoje nós somos alguma coisa, sem dúvida, teve um professor que suportou coisas do tipo descrito no parágrafo acima e tentou da melhor forma, nos fazer pessoas melhores.

Profissionais tão dedicados, que não tenho a menor dúvida por exemplo, que se este texto por alguma obra do acaso cair nas mãos de minhas professoras de português, Professora Marguerita e Professora Eschivânia (vulgo Chichi) dos meus tempos de ginásio e colégio técnico respectivamente, eu teria uma resposta me alertando (ou melhor, um puxãozinho de orelha...rs) acerca de todos os erros de ortografia, pontuação e concordância cometidos, tudo para que eu possa ainda, depois de adulto, melhorar. E fariam isso pelo simples fato de serem professoras, nada mais!

Aos professores, meu respeito, minha gratidão e meu muito obrigado!


P.S.: Texto dedicado a minha irmã, madrinha, primas, primos e amigos dedicados a esta nobre profissão.

domingo, 23 de março de 2014

Coexistência questionável

A Marcha da Família com Deus pela Liberdade X Marcha antifascista:

Sabe o que isso significa? Significa que o Brasil, dito como "país do futuro", continua com as mesmas questões ideológicas de meio século atrás e que os cretinos, de ambos os lados, precisam uns dos outros para coexistirem pois, se as coisas mudarem, os seus dogmas deixarão de existir e com isso perderão o "sentido" de suas vidas.

Nem 8, nem 80. Que tal 44 e tentarmos iniciar a transformação para realmente no futuro, sejamos os país que queremos?

Autor: Cleber H. Gonzales

sábado, 25 de janeiro de 2014

Parabéns São Paulo!

São Paulo, minha São Paulo. Cidade da diversidade, paradoxal.
Rica e miserável, cultural e alienada,
Caótica e revigorante.
Da arquitetura genial e barracos amontoados, tudo junto, tudo ao mesmo tempo.
De infraestrutura diferenciada e deficitária, temos tudo, não temos nada!
Cidade que não para, nem um instante, nem um segundo. Uns dormem, outros trabalham, uns trabalham, outros nem tanto.
O que quer? Nós temos tudo, de tudo, a toda hora, tudo ao mesmo tempo.
Cidade que é assim, hora um colírio, hora um castigo para nossos olhos.
Berço dos avanços do Brasil, das conquistas, do direcionamento, do exemplo, do líder.
Brasil: “O caminho é esse, me siga!”
Brasil:  “Fizemos isso, não repita!”
Estamos sempre a frente, na vanguarda, seja positivo, seja negativo, mas sempre a frente.
Amada e odiada, em tudo, por todos, tudo ao mesmo tempo.

Autor: Cleber H. Gonzales

segunda-feira, 24 de junho de 2013

O que é QUALIDADE?

Muito se tem falado, principalmente nos últimos dias, sobre “educação de qualidade”, “transporte de qualidade”, “saúde de qualidade”, etc.

Como definição de dicionário, dentre as várias que temos, acredito que a mais adequada no momento seja: “Maneira de ser boa ou má de uma coisa”. Utilizando agora o “qualitês” de uma maneira bem simplista, na ISO 9000, qualidade tem por definição: “grau no qual um conjunto de características (propriedade diferenciadora) inerentes satisfaz a requisitos (necessidade ou expectativa que é expressa, geralmente, de forma implícita ou obrigatória)”.  Resumindo, qualidade é aquilo que atende ao seu propósito inicial.

Nos meus treinamentos acerca do tema, sempre inicio com o questionamento: Qual carro tem mais qualidade, um Mille “pé-de-boi” ou uma Captiva completa? Geralmente a resposta é unânime: a Captiva. Mas aí complemento: Vou usar o carro para trabalhar e carregar ferramentas pesadas, qual carro tem mais qualidade? Nesse momento a resposta muda para a outra opção. E por que isso acontece? Porque não se tem o domínio do significado da palavra qualidade, uma vez que ela só tem sentido quando sabemos qual a nossa necessidade.

Posto isso, quando defendemos que é necessária uma educação, saúde, transporte de qualidade, o que realmente queremos? Ou melhor, qual é a nossa expectativa e/ou necessidades nestes temas abordados?

É aí que a coisa fica legal, porque não sabemos ao certo. Defendemos uma bandeira generalista e transferimos a responsabilidade para outros definirem qual requisito atender. No tema educação por exemplo, há anos o requisito dos governos são os números: Reduzimos em “x”% o analfabetismo, aumentamos em “x”% o número de formandos no nível superior, reduzimos em “x”% as reprovações, e por aí vai. Mas a grande questão é: o que representa efetivamente estes números? Via de regra nada, levando em consideração que alfabetizado é aquele que sabe desenhar o nome, cursos classificados superiores de curta duração que não chegam nem aos pés do modelo de formação técnica dos anos 70 / 80, e que não se reprova mais ninguém na educação de base dada a tal progressão continuada.

Enfim, devemos ter em mente o que queremos para daí exigir a tão falada e exigida qualidade.

Autor: Cleber H. Gonzales



segunda-feira, 27 de maio de 2013

Ouvindo agora a pouco na rádio CBN a entrevista do representante da CEF sobre o boato que não haveria mais o pagamento do programa Bolsa Família, me chamou a atenção o fato dele afirmar que cerca de 50 milhões de pessoas recebem benefícios assistenciais e aí sim tudo ficou claro para mim (como se já não estivesse, mas tudo bem).
Numa conta rápida e sem nenhuma base estatística, pensei: Se de 50 milhões de “beneficiados” (não vou entrar no mérito se é bom ou ruim) do(s) programa(s), 1/3 destas pessoas tem direito ao voto, isso significa que a nossa presidente tem absoluta razão, na óptica dela, de ficar furiosa com o boato e classificá-lo como desumano, afinal de contas, isso significaria aproximadamente 16,6 milhões de votos a menos. Imaginem só ter que governar de forma efetiva e séria no tocante ao desenvolvimento econômico, industrial, agrícola, educacional, etc, para ter o reconhecimento da população que eles devem continuar no poder, assim não dá né!

P.S.: Não sou contra programas assistenciais, mas sim sou contra da forma que estão sendo praticados.

sábado, 18 de maio de 2013

REAÇÕES E INTERPRETAÇÕES



Diversas reações e interpretações perante a frase “Pega ladrão!”:

Um ex-governador de SP: Na minha época tinha a ROTA na rua! Bandido tinha medo!

Um mensaleiro: Isso é perseguição política, cancelem o julgamento e troquem o juiz. Respeitemos o Estado democrático de direito até que sejamos inocentados dos nossos atos de corrupção comprovada!

Um jovem delinquente: Sou “di menor”, senhor!

Torcedor do Corinthians: Amarilla safado! Roubou o timão! Aqui é Corinthians, porra!

No extinto órgão de repressão política: Pega e coloca o safado no pau-de-arara ou na cadeira do dragão até ele confessar o que queremos que ele confesse, mesmo que não tenha feito nada!

Um ex-presidente: Mas eu não sei de nada!

Esquerdista convicto: Típico de uma classe média burguesa e manipulada pela mídia elitista, querendo punir os menos favorecidos! A luta continua!

Alguns deputados: Foda-se, tenho imunidade parlamentar!

Politicamente correto: Essa frase é preconceituosa, o correto é dizer “Detenha o suspeito de apropriar-se de bens alheios sem o consentimento da outra parte”.

Autor: Cleber H. Gonzales

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

NOVA INDEPENDÊNCIA


Hoje, 7 de setembro de 2012, comemora-se aniversário de 190 anos da independência do Brasil frente ao reino de Portugal. Mas hoje, por qual independência clamamos? Do que precisamos nos libertar? Ainda temos muitas amarras, muitos entraves, muitos obstáculos.

O brado retumbante que precisamos hoje não deve partir das cúpulas de governo, grandes autoridades, líderes incontestáveis. O brado retumbante deve vir das bases, de cada um dos cidadãos deste gigante pela própria natureza.

Gritemos por uma nova independência. Independência da síndrome de inferioridade, da ignorância política, da alienação cultural, da passividade frente à corrupção e principalmente da cultura corrupta, do assistencialismo barato, do “jeitinho brasileiro”, de culpar o governo (e os outros) por tudo, da submissão à mídia, do voto de cabresto, da comemoração pelas migalhas oferecidas, da piada pronta, do levar vantagem em tudo.

190 anos depois, precisamos de um grito silencioso, um grito em nosso íntimo que nos faça despertar e perceber  que o Brasil somos nós e tudo o que acontece é nossa responsabilidade, é o nosso retrato.

Que individualmente, ecoemos um brado retumbante e, mesmo que possamos nos sentir tolos, façamos nossa parte para que nossa pátria amada tenha o respeito que merece.
Autor: Cleber H. Gonzales